Arvorezinha

Advogada de defesa se manifesta sobre uma das prisões realizada em Arvorezinha

A advogada Tatiane Calegari Gonçalves, que está na defesa de um dos suspeitos presos pela Polícia Civil, envolvido em um dos casos dos homicídios que ocorreram na cidade de Arvorezinha em 2021, buscou a redação do jornal Notiserra, na última quinta-feira, dia 13 de janeiro, por entender necessário se manifestar sobre o fato: “Particularmente, como advogada, geralmente não dou entrevistas e nem divulgo notas sobre investigações e processos criminais em andamento; no entanto, no presente caso, tendo em vista o teor da matéria divulgada na semana passada sobre o cumprimento de mandado de prisão preventiva, pela Polícia Civil, entendo ser imperioso que a defesa do suspeito citado tenha voz na mesma mídia.

É notório que não houve menção ao nome do apreendido, acontece que Arvorezinha/RS é uma comunidade pequena e, certamente, houve especulação quanto a identidade do apreendido atrelada às infelizes arguições da Polícia Civil.

Ocorre que, diferentemente do alegado, o cumprimento do mandado de prisão preventiva, ocorrido no dia 30/12/2021, não se deu por se tratar, supostamente, o apreendido, de um dos “principais mandantes do homicídio que vitimou Rudinei da Silva dos Santos” – até por que, durante toda a investigação (que já findou há tempos!) nunca houve representação da Polícia Civil, pela prisão do meu cliente.

Cabe ressaltar, também nessa linha, que a motivação, somente agora, pelo pedido de prisão preventiva foi diversa e relacionada ao andamento da instrução processual.

Ainda, a informação de que meu cliente possui suposto envolvimento em homicídios e tráfico de drogas, também é totalmente indevida, vez que a própria Polícia Civil tem conhecimento (obviamente) de que se trata de réu primário, nunca antes condenado por qualquer crime, além do que a informação censurável de hipotético envolvimento com facção é totalmente descabida de qualquer prova.

É nesse sentido que essa defesa se manifesta buscando dar clareza as alegações anunciadas pela autoridade policial, preenchendo, assim, o espaço deixado para ambiguidades e exigindo (com base no artigo 5º, inciso LVII, da Constituição Federal) que eventuais futuras informações trazidas sejam apenas aquelas dotadas de provas – o processo penal, assim como a mídia, não é ambiente para suposições!’, destacou.

 

Jornal Noitiserra Administrator
Sorry! The Author has not filled his profile.
×
Jornal Noitiserra Administrator
Sorry! The Author has not filled his profile.
Latest Posts

Comentários