Anta Gorda

Processo Criminal contra acusado pelo desaparecimento de Jacir Potrich é trancado

Acórdão também conclui que “se morte houve de Jacir Potrich não foi no condomínio”

                Um Habeas Corpus impetrado pela defesa de Carlos Patussi ao Tribunal de Justiça, visando o trancamento da ação penal proposta contra o acusado, teve decisão favorável na última quarta-feira (28). A decisão unânime foi proferida pelos três desembargadores que compõe a primeira turma da 1ª Câmara Criminal, que concederam a ordem do Habeas Corpus e determinaram a cessação de andamento da ação penal.

Carlos Patussi era acusado como autor de homicídio triplamente qualificado pelo Ministério Público de Encantado, pela morte do bancário Jacir Potrich. A ação proposta pelo Ministério Público de Encantado foi recebida parcialmente pela juíza Jaqueline Bervian. Patussi também foi preso por duas vezes e solto por outros Habeas Corpus.

Com isto, a defesa do acusado propôs um outro Habeas Corpus perante a 1ª Câmara do Tribunal de Justiça, visando impedir o seguimento da ação penal, tendo sido acolhido o pedido proposto.

Em entrevista concedida ao jornal Notiserra na tarde de quarta-feira (29), o advogado do acusado, Paulo Olímpio Gomes de Souza, destacou que com esta decisão, o processo contra Carlos Patussi foi trancado e não haverá mais seguimento na 1ª Vara Criminal de Encantado e que inclusive a audiência que estava marcada para o dia 23 de outubro, não mais acontecerá. “O que mudou com essa decisão, é que antes havia um processo criminal na 1ª Vara Criminal de Encantado contra Carlos Patussi e que agora não há mais processo em andamento, porque entendeu o Tribunal de Justiça, não haver justa causa para que ele seja processado”, destacou.

O advogado ainda explicou que “em tese”, que da decisão, poderá ser recorrida, caso o Ministério Público assim entender, mas que somente poderá ser feita por um Procurador de Justiça em 2º grau, o qual poderá ser encaminhado a Brasília para o Superior Tribunal de Justiça. Ainda enfatizou que estes recursos quando envolverem análise de provas, não terão seguimento.

Essa decisão acolhida pelo Tribunal de Justiça está publicada em Acórdão no Diário Oficial da Justiça, no site do Tribunal, sob nº 70082203530, em que Carlos Patussi era paciente de coação ilegal.

Diz ainda o Acórdão que ficou provado que por todas as perícias que foram procedidas, por tudo que foi investigado, é que Carlos Patussi não seria o responsável pelo desaparecimento de Jacir Potrich e conclui que “se morte houve de Jacir Potrich, não foi no condomínio”.

 

 

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