Anta Gorda

Município contabiliza mais de R$ 26 milhões de perdas na agricultura em virtude da estiagem

A estiagem vem afetando fortemente a agricultura em todo o estado e no município de Anta Gorda não tem sido diferente. Além das perdas da agricultura, existem também as perdas dos comerciantes, em que muitos já enfrentaram períodos de estabelecimentos fechados. São dois problemas que deverão afetar ainda mais a economia do município.

Segundo o secretário da agricultura do município de Anta Gorda, Joelmo Balestrim, com base no último levantamento da Emater que possui e que apresenta situação da agricultura no município, foram calculados uma perda de 50% do milho, 50% da soja, feijão 60%, sendo que é uma cultura mais para subsistência.

O leite teve uma média geral de perdas de 10% , onde o secretário explicou que mesmo passando a impressão de não ser uma porcentagem muito grande, esses dados se refletem da grande quantidade de animais que ficam confinados e então acabam tendo uma produtividade praticamente igual, por possuírem um bem-estar animal e acabam não sentindo a estiagem. “Quem mais perde é o produtor que tem o animal à campo, que necessita da pastagem. Essas propriedades chegam a perder mais de 50%, mas como a maioria está confinado, o percentual fica em 10% de perdas”, explicou.

Sobre o fumo, também apresentou o cálculo de perdas em torno de 30% e 20% de perdas na erva-mate. “Esses cálculos ultrapassaram R$ 26 milhões de perdas no município de Anta Gorda, sendo muito significativo. Um valor que não vai estar girando no município, afetando também o comércio local e todos de uma certa forma. Temos vários poços, açudes, arroios que secaram, tem pessoas que possuem problemas de abastecimento de água em que a prefeitura está levando essa água, como a comunidade da Linha Quarta, onde também foi acertado uma parceria, onde a prefeitura paga uma carga e a comunidade paga outra, porque o poço não tem vazão suficiente”, acrescentou.

O Secretário também esclareceu que parou com os trabalhos do caminhão de dejetos nas propriedades para priorizar o transporte de água, o qual está sendo utilizado para o transporte de água para o consumo animal, como suínos e bovino cultura, em que estão com dificuldades de água.

São mais de 100 aberturas de fontes em que as pessoas estão preocupadas, reafirmando ainda uma preocupação futura, que não é muito animante, a previsão para os próximos três meses, segundo Joelmo, não deverão trazer muito alento, onde abril deverá permanecer abaixo da média de chuvas. “Maio e junho chove acima da média, mas nada de grandes precipitações, só vai chover um pouco acima da média, o que poderá ajudar um pouco aos produtores que precisam realizar as coberturas de solo, semeaduras de novas pastagens de inverno”, pontuou.

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