Anta Gorda

Mistério na morte do bancário volta a ser questionável

Suspeito foi solto nesta quarta-feira (30)

O vizinho que fora apontado pela polícia como possível responsável pelo desaparecimento de Jacir Potrich na última quarta-feira (23), foi solto nesta quarta-feira (30), por meio de habeas corpus.

Paulo Olímpio Gomes de Souza é um dos melhores advogados criminalistas do Rio Grande do Sul, estando juntamente com uma equipe de advogados, na defesa de C.A.W.P, de 52 anos, apontado como suspeito do sumiço do bancário.

O embasamento da defesa do suspeito, está na fragilidade das provas apresentadas pela polícia, não havendo uma certeza de que Jacir Potrich estaria mesmo morto, pois o seu desaparecimento teria acontecido há mais de 60 dias, sendo realizada uma grande operação, com uma ampla varredura em um raio de 2km do local do desaparecimento, com cães farejadores, esvaziamento de açude e nada foi encontrado.

O advogado também afasta as possibilidades de questões financeiras apresentadas pela polícia, sendo que a mudança da agência bancária aconteceu há praticamente 10 anos, estando o local alugado por valor superior ao que era pago pelo Sicredi.

Sustentou que as imagens das câmeras apresentadas pela polícia não provam que o suspeito e vítima estiveram juntos no mesmo local, tendo em vista que as câmeras sinalizadas como deslocadas para não registrar um possível homicídio, cobriam os fundos da casa, que davam para o canil e não para o quiosque do condomínio.

Para Souza, não há prova alguma de que o suspeito tivesse cometido tal crime, além de não haver sinais de sangue ou violência no local, e que para tipificar o caso como homícídio doloso, as provas são muito frágeis para manter o suspeito preso por 30 dias, onde representou pela prisão temporária, que por lei, tem prazo máximo de cinco dias, e tendo decisão favorável do Tribunal de Justiça, nesta quarta-feira (30), com a soltura do suspeito pelo sumiço de Jacir Potrich.

Também esplanou que a família do suspeito é muito bem estruturada, além de bem constituída, que não cometeria um crime desta proporção, por uma pequena rusga, sem deixar vestígios e sumir com o corpo, que isso seria impossível.

A esposa do suspeito prestou depoimento à polícia na terça-feira (29), onde minimizou as indiferenças entre os dois vizinhos, relatando que a inimizade não seria a ponto de cometer um crime.

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