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Violência contra mulheres está entre as três principais ocorrências atendidas pela Brigada Militar

A violência contra a mulher no Brasil é um problema sério no país. Segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, em conjunto com o Instituto Data Folha, a maioria da população brasileira sente que a violência contra a mulher aumentou, sendo a maior percepção na Região Nordeste(76%), seguida pela Região Sudeste (73%).

Segundo dados do Conselho Nacional da Justiça, há um montante de 896 mil processos relativos a casos de violência contra a mulher a serem julgados, confirmando a presença desse tipo de violência nos lares brasileiros e mostrando a dificuldade da justiça brasileira a dar respostas a essas situações conflituosas.

A questão que muitos tiveram a percepção de que a violência contra as mulheres tenha aumentado, na verdade ela somente passou a integrar as estatísticas, devido ao fato de que as mulheres passaram a não mais se calar e não mais aceitar essas agressões, mas sim, denunciando o agressor.

Segundo o Capitão da Brigada Militar de Arvorezinha, Ricardo Machado da Silva, em um próprio levantamento apresentado à Corporação em Arroio do Meio, os casos de violência contra a mulher atendidos pela Brigada Militar, ocupa o 3º ranking das estatísticas, sendo o 1º o Tráfico de Drogas e em 2º Delitos de trânsito.

Para Ricardo é um índice muito alto para cidades pequenas. “Mesmo que sejam poucos casos, para uma comunidade pequena é um índice elevado”, acrescentou.

O Capitão ainda esclareceu que quanto aos delitos de violência doméstica, não tem como serem fiscalizados pelas polícias, por acontecerem no interior dos lares, além de não ter como prevenir um crime que ocorre dentro da residência.

Além de haverem diversas situações a violência doméstica ocorre numa crescente, que somente é denunciada quando chega em um limite, ou seja, a gota d’agua. “Começa com um desrespeito entre marido e mulher, gritos e com o passar do tempo, as agressões”.

A Legislação é mais rigorosa porque tem que proteger a parte fisicamente mais frágil e a questão não envolve apenas agressões físicas, mas verbais, psicológica, sexual, patrimonial e até mesmo as ameaças quando ocorrem dentro do ambiente familiar, são julgadas com maior rigor.

A cultura e a falta de educação é um dos principais promotores da violência, de como os pais estão criando seus filhos, se esta educação está baseada em uma criação para respeitar os outros.

Na questão das medidas protetivas que muitas vezes são questionadas como sem efeito, Ricardo explicou que um papel não trará efetivamente a segurança para aquelas mulheres que estão sob ameaça, porque a polícia não tem como ficar fiscalizando, mas a questão é que existe a necessidade de quando avistar o agressor que está nos arredores, se aproximando e ultrapassando o limite da distância estipulada pela justiça, deve-se ligar imediatamente acionar a brigada para que as providências sejam tomadas.

A comunidade está começando a ter a ciência e o conhecimento que os delitos relacionados a violência familiar, são fortemente penalizados. “Não cabe cesta básica, não cabe advertência, é um dos delitos que a Legislação tem um cuidado todo especial e que o camarada vai preso mesmo”, ressaltou o Capitão.

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